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Influenciadores podem receber para fazer campanha eleitoral? Entenda as regras de 2026 e o poder do conteúdo nas redes

Influenciadores podem receber para fazer campanha eleitoral? Veja as regras do TSE, como a Meta distribui conteúdos e o que isso ensina às marcas.

Influenciadores podem receber para fazer campanha eleitoral? Entenda as regras de 2026 e o poder do conteúdo nas redes

A participação de influenciadores, artistas, políticos e páginas de memes nas eleições de 2026 voltou a chamar atenção para um fenômeno que vai além da política: o poder da criação e da distribuição de conteúdo na internet.

Vídeos curtos, carrosséis, comentários e publicações compartilhadas alcançam milhões de pessoas e colocam nomes como Juliette Freire, Gabriela Prioli, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato nas conversas digitais. Ao mesmo tempo, páginas de humor e memes continuam ocupando espaço na circulação de assuntos políticos.

Esse cenário levanta duas questões importantes: influenciadores podem receber dinheiro para fazer campanha eleitoral? E o que a capacidade de determinados perfis de alcançar grandes audiências revela sobre o funcionamento das redes sociais e o mercado de conteúdo?

A primeira pergunta envolve regras eleitorais específicas. A segunda ajuda a entender por que empresas, profissionais e marcas precisam tratar sua presença digital como parte da estratégia de negócios.

Influenciadores podem receber para fazer campanha eleitoral?

A legislação eleitoral brasileira estabelece restrições à propaganda paga na internet. Entre elas está a proibição de contratar pessoas, sob qualquer modalidade, para publicar conteúdo de cunho político-eleitoral em seus perfis, páginas ou canais em troca de vantagem econômica direta ou indireta.

A regra está prevista na Resolução TSE nº 23.610/2019, que trata da propaganda eleitoral, e foi atualizada por resoluções posteriores, incluindo a Resolução nº 23.755/2026.

Na prática, a regulamentação não permite que campanhas simplesmente contratem influenciadores para divulgar propaganda eleitoral em seus próprios perfis pessoais, como fariam em uma ação publicitária comercial convencional.

Isso não significa que toda manifestação política de uma personalidade seja irregular. É necessário diferenciar uma opinião expressa espontaneamente de uma publicação que envolva contratação ou vantagem econômica.

O que as regras eleitorais determinam?

Entre os pontos que merecem atenção estão:

  • Propaganda eleitoral paga na internet: é proibida, ressalvadas as modalidades de impulsionamento permitidas pela legislação.
  • Contratação de influenciadores: é vedada a contratação que ofereça vantagem econômica, direta ou indireta, para publicações de cunho político-eleitoral nos próprios canais dos contratados.
  • Impulsionamento eleitoral: deve respeitar as condições legais, inclusive as exigências relacionadas a quem pode contratar e à identificação do conteúdo.
  • Conteúdo produzido com inteligência artificial: está sujeito a regras específicas de transparência e a outras restrições previstas para o período eleitoral.
  • Desinformação eleitoral: conteúdos falsos ou gravemente descontextualizados podem gerar consequências conforme a legislação e as circunstâncias do caso.

A aplicação dessas regras depende dos fatos de cada situação. O número de visualizações, o posicionamento político de uma pessoa ou a repercussão de uma publicação não demonstram, isoladamente, que houve contratação ou pagamento.

A referência para consulta é a legislação compilada no portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral.

Juliette Freire, Gabriela Prioli, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato: por que esses nomes aparecem nas conversas digitais?

As eleições ampliam a circulação de conteúdos relacionados a candidatos, propostas e posicionamentos políticos. Nesse ambiente, personalidades conhecidas e representantes eleitos podem alcançar públicos que vão muito além de seus seguidores habituais.

Juliette Freire, Gabriela Prioli, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato são nomes associados a diferentes tipos de conteúdo e participação no debate público. Suas publicações, declarações ou aparições podem ser compartilhadas, comentadas e reinterpretadas por outros perfis.

A repercussão desses nomes também demonstra que a circulação de conteúdo não acontece apenas no perfil original. Um vídeo pode ser recortado, comentado, transformado em meme, inserido em um carrossel ou republicado por uma página com outra audiência.

Esse processo amplia os caminhos pelos quais uma mensagem chega ao público.

Uma reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 16 de outubro de 2026, citou um levantamento do Sleeping Giants Brasil segundo o qual os Reels de Nikolas Ferreira alcançavam média de 41,05 milhões de visualizações por vídeo no Instagram. O número corresponde ao levantamento citado pela reportagem e deve ser interpretado dentro da metodologia utilizada por seus autores.

O dado ajuda a dimensionar a escala que um perfil pode atingir. Não permite, por si só, concluir por que cada vídeo teve aquele desempenho, qual foi seu impacto sobre o voto ou se o mesmo resultado seria obtido por outro criador.

O fenômeno também aparece em páginas de memes. Carrosséis com frases, imagens, humor e comentários sobre acontecimentos do momento podem ser compartilhados por usuários que nem sequer acompanham o perfil original.

Para entender esse cenário, é necessário observar não apenas quem publica, mas também o formato da mensagem, o contexto em que ela circula e a maneira como o público interage com ela.

Como a Meta distribui conteúdos no Instagram durante as eleições?

O Instagram utiliza sistemas de classificação e recomendação para decidir quais conteúdos aparecem no Feed, no Explorar e nos Reels. Entretanto, durante o período eleitoral brasileiro, existem regras específicas que afetam a distribuição de conteúdo político.

A regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral estabelece restrições à recomendação algorítmica de perfis e canais oficiais de candidatos informados à Justiça Eleitoral, incluindo as publicações feitas nesses canais, ressalvadas as hipóteses previstas na legislação. O impulsionamento eleitoral continua sujeito a condições próprias, como identificação e contratação por agentes autorizados.

Isso cria uma diferença importante entre o funcionamento habitual das recomendações e a distribuição de propaganda eleitoral durante a campanha.

Uma página comercial, um influenciador independente, uma página de memes e um perfil oficial de candidato não devem ser tratados como se estivessem necessariamente sujeitos às mesmas regras. O enquadramento depende do tipo de conta, do conteúdo e das circunstâncias da publicação.

A distribuição também não se resume ao algoritmo. Compartilhamentos, publicações de outros perfis, acesso direto, seguidores e anúncios podem contribuir para que uma mensagem alcance novas pessoas.

Em outubro de 2026, reportagens sobre a atuação da Meta durante a campanha presidencial trouxeram à tona questionamentos sobre restrições de contas e recomendações de conteúdo político. A empresa atribuiu os episódios relatados a falhas técnicas e negou favorecimento. O caso reforça a importância de acompanhar tanto as regras eleitorais quanto a forma como as plataformas aplicam suas políticas.

Para empresas, a principal lição é que alcance não depende apenas de publicar com frequência. É necessário compreender as regras do canal, produzir conteúdo adequado ao público e construir uma presença digital que não dependa exclusivamente de uma única forma de distribuição.

No marketing comercial, essa estrutura envolve planejamento editorial, posicionamento de marca, conteúdo original, tráfego pago e caminhos claros para transformar atenção em oportunidades de negócio.

O que pode favorecer a circulação de um conteúdo?

A resposta depende do formato e do contexto, mas alguns aspectos merecem atenção na produção:

  • Originalidade: a plataforma anunciou medidas para priorizar conteúdo original em determinadas áreas de recomendação.
  • Adequação às recomendações: nem todo conteúdo publicado está necessariamente apto a ser recomendado a pessoas que ainda não seguem a conta.
  • Interesse da audiência: a relevância para o público e as interações ajudam a determinar como o conteúdo circula.
  • Formato e apresentação: vídeos, imagens e carrosséis oferecem experiências diferentes e precisam ser desenvolvidos de acordo com a mensagem.
  • Distribuição e compartilhamento: o conteúdo pode chegar a novas audiências por recomendações ou por compartilhamentos feitos por outros usuários.

Esses pontos não constituem uma garantia de viralização. Também não significam que exista um formato universal capaz de produzir o mesmo resultado para todos os perfis.

O principal aprendizado é que publicar e distribuir são coisas diferentes. Uma estratégia de conteúdo precisa considerar como a mensagem será apresentada, para quem faz sentido e qual comportamento se pretende estimular.

Por que páginas de memes também conquistam espaço?

As páginas de memes mostram como uma mensagem pode circular em diferentes formatos e comunidades.

Um acontecimento pode virar um vídeo curto, uma montagem, uma sequência de imagens ou um carrossel com frases que resumem uma discussão. O humor, a identificação e a facilidade de compartilhamento podem contribuir para que o conteúdo circule entre usuários e grupos distintos.

No contexto eleitoral, essas páginas também participam da maneira como acontecimentos e declarações são apresentados ao público. Um mesmo assunto pode aparecer em diferentes versões, com recortes, comentários e interpretações distintas.

Para quem acompanha o fenômeno, vale observar três aspectos:

  1. O formato: como a informação é apresentada para despertar interesse.
  2. A distribuição: como o conteúdo chega a pessoas que não seguem a página original.
  3. O contexto: o que pode se perder quando uma fala ou acontecimento é resumido, editado ou transformado em meme.

A capacidade de gerar compartilhamentos é relevante para entender a circulação de conteúdo. Mas alcance e precisão são dimensões diferentes: uma publicação pode circular muito sem apresentar todas as informações necessárias para compreender um assunto.

Para marcas, o aprendizado não é simplesmente copiar memes ou adotar o formato que está em alta. É entender por que determinada mensagem chama atenção e avaliar se aquele recurso faz sentido para a identidade e os objetivos do negócio.

O que o conteúdo político revela sobre o marketing das empresas?

O ambiente eleitoral coloca a disputa por atenção em evidência, mas essa disputa também existe no mercado.

Uma empresa concorre com outras marcas, criadores, notícias, entretenimento e uma grande quantidade de publicações que chegam diariamente ao público. Estar presente nas redes sociais é apenas uma parte do desafio.

É preciso decidir o que comunicar, como apresentar a marca, qual público se pretende alcançar e como transformar a atenção conquistada em um próximo passo.

Uma estratégia de conteúdo comercial precisa trabalhar objetivos diferentes:

  • Atrair: despertar o interesse de pessoas que ainda não conhecem a empresa.
  • Posicionar: demonstrar o que a marca faz, para quem trabalha e por que sua solução merece consideração.
  • Construir confiança: responder dúvidas, mostrar conhecimento e reduzir incertezas antes da contratação.
  • Converter: conduzir o público a uma ação relevante, como solicitar um orçamento, entrar em contato ou comprar.
  • Manter o relacionamento: continuar presente depois do primeiro contato e apoiar novas oportunidades de negócio.

Esses objetivos precisam estar conectados. Uma publicação pode alcançar milhares de pessoas sem gerar contatos comerciais. Outra, com uma audiência menor e mais alinhada ao público da empresa, pode contribuir para uma venda.

Por isso, o resultado de uma estratégia não deve ser avaliado apenas por curtidas, seguidores ou visualizações. É necessário considerar também o posicionamento construído, a qualidade das interações, os contatos gerados e o impacto sobre os objetivos comerciais.

Por que não basta postar qualquer coisa?

Publicar sem estratégia pode até gerar atividade no perfil, mas não garante que a comunicação esteja ajudando o negócio.

Antes de produzir conteúdo, uma empresa precisa compreender seu público, definir prioridades e organizar uma mensagem coerente com o que vende.

Isso envolve escolher temas relevantes, desenvolver formatos adequados, manter consistência visual e verbal e estabelecer uma função para cada publicação.

Uma empresa que precisa gerar pedidos de orçamento, por exemplo, não deve depender exclusivamente de conteúdos de entretenimento. Ela também precisa explicar seus serviços, demonstrar conhecimento, responder às dúvidas que impedem a contratação e facilitar o contato comercial.

Da mesma forma, uma marca que publica apenas ofertas pode deixar de comunicar os diferenciais que justificam a escolha de seus produtos ou serviços.

O planejamento deve conectar conteúdo, posicionamento, canais de aquisição e conversão. A frequência de publicação é uma decisão operacional; a estratégia define o que a empresa precisa comunicar e qual resultado pretende alcançar.

Como transformar conteúdo em oportunidades de negócio?

Para que a presença digital contribua para as vendas, o trabalho precisa ir além da criação isolada de posts.

Uma estrutura profissional começa pelo diagnóstico do negócio e pelo entendimento do público. A partir daí, define posicionamento, objetivos, temas, formatos, canais e indicadores de desempenho.

Também é importante integrar o conteúdo aos pontos de conversão. Não adianta despertar interesse se o usuário não encontra informações claras sobre a empresa, não consegue entender a oferta ou enfrenta dificuldades para entrar em contato.

Uma estratégia completa pode envolver:

  • planejamento editorial alinhado aos objetivos comerciais;
  • criação de conteúdo para diferentes etapas da jornada de compra;
  • identidade visual e comunicação consistentes;
  • estruturação do perfil e dos canais digitais;
  • site ou loja virtual preparados para apresentar a oferta;
  • campanhas de tráfego pago para ampliar a aquisição de público;
  • acompanhamento de métricas e otimização contínua.

A combinação desses elementos ajuda a construir uma presença digital com função definida: atrair pessoas relevantes, transmitir valor e criar condições para a conversão.

Como a RM07 pode ajudar sua empresa

A RM07 Agência de Marketing Digital trabalha com planejamento e execução de estratégias digitais para empresas que precisam fortalecer sua presença, comunicar seus diferenciais e gerar oportunidades comerciais.

O trabalho pode envolver criação de conteúdo para redes sociais, gestão de tráfego pago, desenvolvimento de sites e lojas virtuais e integração dessas frentes em uma estratégia alinhada aos objetivos do negócio.

A proposta não é simplesmente manter um perfil ativo ou publicar por obrigação. É construir uma comunicação que tenha coerência com a marca e contribua para seus resultados.

Se sua empresa publica com frequência, mas não consegue perceber como o conteúdo contribui para o posicionamento e as vendas, vale revisar a estratégia.

Entre em contato com a RM07 e converse com nossa equipe sobre como estruturar sua presença digital para atrair o público certo, transmitir valor e transformar comunicação em oportunidades de negócio.

Perguntas frequentes

Influenciadores podem receber dinheiro para divulgar candidatos?

A contratação que oferece vantagem econômica para publicar propaganda político-eleitoral nos próprios perfis, páginas ou canais é vedada pelas regras eleitorais. A análise de situações concretas depende das circunstâncias e da legislação aplicável.

Publicar uma opinião política nas redes sociais é proibido?

Não. A manifestação espontânea de opinião política não é, por si só, proibida. É necessário distinguir a expressão individual de uma publicação que envolva contratação ou vantagem econômica para propaganda eleitoral.

Como o Instagram recomenda conteúdos para quem não segue um perfil?

A Meta utiliza sistemas de recomendação e classificação. A empresa já explicou que determinados conteúdos elegíveis podem ser apresentados inicialmente a uma audiência menor e, conforme a resposta do público, alcançar grupos maiores. Isso não garante viralização.

Uma publicação viral necessariamente gera vendas?

Não. Visualizações e compartilhamentos indicam circulação, mas não demonstram, isoladamente, que o conteúdo gerou confiança, contatos comerciais ou vendas. Esses resultados dependem do público, da mensagem, da oferta e do processo de conversão.

Por que empresas precisam de uma estratégia de conteúdo?

Porque o conteúdo precisa cumprir uma função dentro do negócio. Uma estratégia bem estruturada conecta público, posicionamento, comunicação, canais digitais e objetivos comerciais, permitindo avaliar os resultados para além das métricas de vaidade.

Referências

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