O "novo imposto" será descontado antes do dinheiro chegar à conta da sua empresa?
Entenda como o split payment pode mudar a gestão do caixa, por que a geração de vendas ganha ainda mais importância e como preparar o marketing da sua empresa para um cenário de maior pressão financeira.
O dinheiro da sua empresa pode deixar de passar integralmente pelo seu caixa
Uma venda realizada não significa que todo o dinheiro recebido estará disponível para a empresa usar como quiser.
Com o avanço da Reforma Tributária, esse cuidado ganha uma nova dimensão. O mecanismo conhecido como split payment prevê a separação dos valores correspondentes aos novos tributos sobre o consumo, IBS e CBS, no momento da liquidação financeira do pagamento.
Na prática, nas operações alcançadas pelo sistema, a parcela destinada aos tributos poderá ser direcionada ao Fisco antes de o valor líquido chegar à empresa.
Isso pode mudar uma dinâmica importante da gestão empresarial: o intervalo entre receber por uma venda e recolher os tributos correspondentes.
Hoje, dependendo do regime tributário e da operação, esse intervalo faz parte do planejamento financeiro de muitas empresas. O dinheiro recebido pode ajudar a pagar fornecedores, manter estoques, contratar profissionais, investir em estrutura e financiar outras despesas até os vencimentos fiscais.
Se parte desse valor deixar de ficar temporariamente disponível, o planejamento do caixa precisará acompanhar a mudança.
A pergunta que o empresário deve fazer não é somente quanto vai pagar de imposto. É quanto dinheiro estará efetivamente disponível para manter a operação, investir e crescer.
E existe uma segunda pergunta, igualmente importante: sua empresa tem uma estratégia consistente para continuar gerando vendas?
O que é split payment e por que ele merece atenção?
O split payment, ou pagamento dividido, é um mecanismo previsto na legislação da Reforma Tributária para separar e recolher valores de IBS e CBS durante a liquidação financeira de determinadas transações.
A Lei Complementar nº 214/2025, com alterações posteriores, estabelece regras para essa separação. Nas operações abrangidas, os prestadores de serviços de pagamento e as instituições responsáveis pelos sistemas de pagamento terão participação no processo de segregação e recolhimento dos tributos.
A legislação também prevê regras para pagamentos parcelados: a separação pode ocorrer proporcionalmente à liquidação de cada parcela.
A proposta muda a forma de recolhimento. Ao invés de depender exclusivamente do recolhimento posterior pelo fornecedor, o mecanismo busca vincular a separação do tributo ao próprio fluxo do pagamento.
A legislação pode ser consultada na Lei Complementar nº 214/2025, texto compilado no Planalto.
Isso significa que o imposto será retido em todas as vendas a partir de janeiro de 2027?
Não. É importante separar o avanço da Reforma Tributária da implementação específica do split payment.
Em comunicado publicado em 30 de setembro de 2026, a Receita Federal informou o início, em 15 de outubro, de testes técnicos da plataforma pública do mecanismo. Essa etapa ocorre em ambiente controlado e não afeta as transações reais.
Segundo informações divulgadas pela Receita Federal à imprensa em setembro de 2026, a previsão para 2027 é de disponibilização gradual e facultativa do split payment, inicialmente em operações entre empresas. A expansão dependerá da preparação dos meios de pagamento e das etapas de implementação.
Portanto, não é correto afirmar que todos os negócios terão automaticamente os impostos descontados de todos os recebimentos já no primeiro dia de 2027.
Isso não torna o tema menos relevante. Pelo contrário: as empresas precisam acompanhar as regras, entender como suas operações poderão ser afetadas e evitar que uma mudança previsível encontre a gestão despreparada.
Fontes: Receita Federal — início dos testes do split payment e Folha de S.Paulo — implementação gradual e facultativa em 2027.
O risco para o caixa: vender, receber e ainda assim ter menos dinheiro disponível
Imagine uma empresa que vende R$ 100 mil em determinado período.
Esse faturamento não representa R$ 100 mil livres para investir. A empresa precisa considerar custos, fornecedores, folha de pagamento, despesas operacionais, tributos e outras obrigações.
Em determinadas operações, o intervalo entre o recebimento e o recolhimento dos impostos também influencia o fluxo de caixa. A empresa pode utilizar esse período para organizar pagamentos e programar investimentos.
Com o split payment, a parcela correspondente aos tributos poderá ser separada na liquidação das operações alcançadas pelo mecanismo. Isso pode reduzir o valor que entra inicialmente na conta e exigir ajustes na gestão financeira.
O impacto real dependerá do regime tributário, da atividade, das operações realizadas, dos créditos aproveitáveis e das regras aplicáveis a cada empresa. Não existe um percentual único que permita calcular o efeito sobre todos os negócios.
Mas há um ponto que merece atenção: se a empresa depende de um fluxo apertado de recebimentos para manter suas obrigações em dia, qualquer mudança na disponibilidade do dinheiro pode exigir uma revisão do planejamento.
Isso pode afetar decisões como:
- Contratar novos funcionários ou especialistas.
- Comprar matéria-prima e repor estoques.
- Negociar prazos com fornecedores.
- Investir em equipamentos, tecnologia e expansão.
- Financiar campanhas comerciais e ações de aquisição de clientes.
- Formar reservas para períodos de menor faturamento.
A gestão financeira precisará trabalhar com projeções realistas do dinheiro efetivamente disponível, e não apenas com o faturamento registrado.
A Reforma Tributária pode aumentar a pressão sobre as empresas?
A discussão sobre o split payment costuma vir acompanhada de preocupações com o tamanho dos novos tributos.
As estimativas divulgadas para a alíquota de referência conjunta de IBS e CBS chegaram à faixa de 27% a 28%. Entretanto, esse número não deve ser interpretado como um aumento automático de 27% a 28% na carga tributária de todas as empresas.
A Reforma Tributária substitui tributos existentes, prevê regras de transição, regimes diferenciados e possibilidades de aproveitamento de créditos. O efeito líquido varia conforme a atividade, a estrutura de custos, as operações e o enquadramento tributário.
Por isso, a empresa precisa de uma análise específica de seu contador ou consultor tributário. Uma estimativa geral não substitui um cálculo aplicado à realidade do negócio.
Ainda assim, a combinação de mudanças tributárias, custos operacionais, concorrência e necessidade de capital de giro reforça uma questão estratégica: a empresa precisa ter controle financeiro e capacidade comercial para sustentar sua operação.
Não basta olhar para o imposto isoladamente. É necessário avaliar de onde virá a receita, quais margens serão preservadas e como a empresa continuará conquistando clientes.
Vender mais deixa de ser apenas uma meta comercial
Quando o dinheiro disponível precisa ser administrado com mais precisão, a previsibilidade das vendas ganha importância.
Uma empresa que depende de indicações ocasionais, campanhas improvisadas ou ações de marketing sem acompanhamento de resultados tem menos clareza sobre suas próximas oportunidades comerciais.
Se as vendas caem inesperadamente, as despesas não desaparecem na mesma velocidade. Folha de pagamento, aluguel, sistemas, fornecedores e compromissos financeiros continuam existindo.
Por isso, fortalecer a geração de demanda não deve ser uma reação de última hora a uma dificuldade no caixa. Precisa fazer parte do planejamento de crescimento.
Isso exige mais do que publicar nas redes sociais ou aumentar o orçamento de anúncios sem estratégia. A empresa precisa identificar seu público, comunicar seus diferenciais, atrair potenciais compradores, converter oportunidades e acompanhar os resultados.
Uma estratégia de marketing bem estruturada ajuda a responder perguntas essenciais:
- De onde vêm os clientes que mais compram?
- Quais canais geram oportunidades comerciais qualificadas?
- Quanto custa conquistar um novo cliente?
- Quantos contatos são necessários para gerar uma venda?
- Quais campanhas trazem receita e quais apenas consomem orçamento?
- Como manter a geração de oportunidades de forma consistente?
Sem essas respostas, aumentar o investimento em marketing pode significar apenas gastar mais. Com planejamento e mensuração, a empresa consegue tomar decisões mais fundamentadas sobre onde concentrar seus recursos.
Em um cenário de maior atenção ao caixa, marketing sem estratégia é um risco. Marketing orientado por dados é uma ferramenta de gestão comercial. Solicite um diagnóstico e confira como está o status do seu marketing atual!
Por que esperar o caixa apertar para investir em marketing?
Uma reação comum em períodos de incerteza é cortar despesas consideradas não essenciais. O marketing frequentemente entra nessa lista.
O problema é que reduzir a geração de demanda pode enfraquecer justamente a entrada futura de receita que a empresa precisa preservar.
Isso não significa que todo investimento em marketing deva ser mantido a qualquer custo. Campanhas ineficientes precisam ser revistas, canais improdutivos devem ser corrigidos e os investimentos precisam respeitar a capacidade financeira do negócio.
A decisão mais segura é analisar o marketing como parte da operação comercial: quais ações geram oportunidades, quais contribuem para as vendas e quais precisam ser ajustadas.
Também é importante considerar o tempo necessário para conquistar um cliente. Em mercados B2B, ciclos de venda podem envolver pesquisa, reuniões, propostas, negociação e aprovação. Interromper a construção de oportunidades hoje pode afetar o faturamento dos próximos meses.
Por isso, empresas que ainda não têm um processo estruturado de aquisição de clientes devem começar a organizá-lo antes que a pressão financeira se torne urgente.
Sua empresa precisa contratar uma equipe inteira de marketing?
Nem sempre faz sentido montar internamente uma estrutura completa de marketing.
Uma operação especializada pode exigir profissionais de estratégia, mídia paga, conteúdo, design, desenvolvimento de sites, SEO, automação, análise de dados e conversão. Contratar e coordenar todas essas competências internamente demanda orçamento, tempo de gestão e capacidade de recrutamento.
Para muitas empresas de médio e grande porte, trabalhar com uma agência especializada é uma alternativa para acessar diferentes competências sem precisar contratar cada profissional individualmente.
Mas a escolha não deve ser feita apenas pelo preço ou pela promessa de resultados rápidos. A agência precisa entender o negócio, conhecer seus objetivos comerciais, trabalhar com indicadores e prestar contas sobre o que está sendo executado.
É esse tipo de parceria que ajuda a transformar o marketing em uma frente organizada de aquisição de clientes.
Como a RM07 ajuda sua empresa a fortalecer a geração de demanda
A RM07 Marketing Digital atua no planejamento e na execução de estratégias digitais para empresas que precisam desenvolver sua presença no mercado e gerar oportunidades comerciais.
Nosso trabalho integra diferentes frentes conforme a necessidade de cada negócio, incluindo:
- Planejamento estratégico: definição de objetivos, públicos prioritários, posicionamento e canais de aquisição.
- Tráfego pago: campanhas estruturadas para alcançar potenciais clientes e gerar oportunidades qualificadas, com acompanhamento de indicadores e ajustes contínuos.
- Conteúdo e posicionamento: comunicação que demonstra conhecimento, apresenta diferenciais e ajuda a construir confiança ao longo da jornada de compra.
- Sites, SEO e conversão: estrutura digital pensada para apresentar a empresa, responder às dúvidas do potencial cliente e facilitar o contato comercial.
- Análise de desempenho: acompanhamento de indicadores para compreender o que está funcionando e orientar decisões de investimento.
A proposta não é simplesmente aumentar a quantidade de publicações ou colocar mais dinheiro em anúncios. É construir uma operação de marketing alinhada aos objetivos comerciais da empresa.
A RM07 reúne competências estratégicas e técnicas para que o negócio tenha acesso a uma estrutura especializada sem precisar desenvolver todas essas funções internamente.
Com mais de 17 anos de experiência em marketing digital, trabalhamos para que o marketing tenha direção, acompanhamento e conexão com as metas da empresa.
Nenhuma agência pode garantir vendas independentemente do mercado, da oferta, do preço, do processo comercial e de outros fatores. O compromisso precisa ser com estratégia, execução responsável, mensuração e melhoria contínua.
O que sua empresa deve fazer agora?
Não é necessário esperar a implementação completa do split payment para começar a se preparar.
O trabalho deve acontecer em duas frentes complementares: financeira e comercial.
1. Revise as projeções de caixa
Avalie custos fixos, despesas variáveis, prazos de recebimento, obrigações tributárias e compromissos com fornecedores. Faça projeções considerando cenários diferentes de receita e disponibilidade financeira.
2. Converse com seu contador sobre os impactos tributários
Peça uma análise específica do regime tributário, das atividades da empresa, do aproveitamento de créditos e das regras que podem alcançar suas operações. Não tome decisões com base apenas em percentuais divulgados de forma geral.
3. Mapeie como sua empresa conquista clientes
Identifique quais canais geram vendas, quais dependem de ações pontuais e onde existem oportunidades para melhorar a aquisição e a conversão.
4. Acompanhe os indicadores de marketing e vendas
Faturamento, margem, custo de aquisição, conversão de oportunidades e retorno dos investimentos precisam ser analisados de acordo com o modelo de negócio. Curtidas e visualizações, isoladamente, não mostram a saúde comercial da empresa.
Não tem tempo ou disponibilidade para acompanhar? A RM07 disponibiliza um time para te atender e apresentar relatórios periódicos de acompanhamento. Solicite um orçamento.
5. Estruture sua estratégia antes de precisar dela com urgência
Marketing exige planejamento, testes e aprendizado. Quanto mais tarde uma empresa começa a organizar sua geração de demanda, menos tempo tem para corrigir falhas e construir oportunidades comerciais.
A preparação financeira e a estratégia de marketing precisam caminhar juntas. Uma ajuda a empresa a entender seus compromissos; a outra contribui para fortalecer sua capacidade de conquistar clientes.
Perguntas frequentes sobre split payment e empresas
O split payment é um novo imposto?
Não. É um mecanismo de recolhimento dos tributos IBS e CBS previsto na Reforma Tributária. Ele muda a forma como os valores são separados e recolhidos em determinadas transações, não sendo, por si só, um novo tributo.
O imposto será descontado automaticamente de todas as vendas em 2027?
Não é possível afirmar isso. A previsão divulgada para 2027 é de implementação gradual e facultativa, inicialmente em operações entre empresas. A abrangência e a obrigatoriedade dependem das regras e etapas de implementação.
Todas as empresas pagarão uma alíquota de 27% a 28%?
Esse intervalo corresponde a estimativas de alíquota de referência conjunta, e não a um aumento uniforme da carga tributária. O efeito depende da atividade, do regime tributário, dos créditos e das regras aplicáveis.
O split payment pode afetar o capital de giro?
Pode. Nas operações abrangidas, a separação dos tributos no momento da liquidação financeira pode reduzir o valor inicialmente disponibilizado à empresa. O efeito depende das características de cada operação e da situação financeira do negócio.
Como o marketing pode ajudar nesse cenário?
Uma estratégia estruturada pode ajudar a atrair potenciais clientes, melhorar a conversão e dar mais visibilidade ao desempenho comercial. Ela não substitui o planejamento financeiro ou tributário, mas pode contribuir para fortalecer a geração de receita.
Vale a pena contratar uma agência de marketing?
Para empresas que precisam de competências variadas, mas não querem ou não podem montar uma equipe interna completa, uma agência pode oferecer acesso a planejamento e execução especializados. A escolha deve considerar objetivos, experiência, transparência, indicadores e capacidade de atendimento.
Sua empresa está preparada para proteger o caixa e continuar crescendo?
A Reforma Tributária exige atenção. O split payment pode mudar a disponibilidade do dinheiro em determinadas operações, e a adaptação precisa considerar tanto as obrigações financeiras quanto a capacidade de manter a empresa competitiva.
Esperar o faturamento cair para organizar o marketing pode custar oportunidades importantes. Da mesma forma, investir sem estratégia pode consumir recursos sem contribuir para as metas comerciais.
O caminho é trabalhar com planejamento financeiro, acompanhamento tributário e uma estratégia de aquisição de clientes construída de forma profissional.
A RM07 pode ajudar sua empresa a estruturar esse marketing. Com planejamento, tecnologia, campanhas, conteúdo e análise de resultados, desenvolvemos estratégias alinhadas aos objetivos comerciais do negócio.
Se sua empresa precisa gerar oportunidades com mais consistência e contar com uma equipe especializada sem internalizar todas as competências, converse com a RM07.
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Fontes consultadas
- Lei Complementar nº 214/2025 — texto compilado, Planalto: base legal para o mecanismo de split payment.
- Receita Federal — início dos testes da plataforma pública do split payment, 30/09/2026: confirma a etapa de testes e que ela não impacta operações reais.
- Folha de S.Paulo — implementação gradual e facultativa em 2027: contextualiza a previsão de início e as limitações da primeira fase.
- Ministério da Fazenda — dados e cronograma da Reforma Tributária, 09/10/2026: informações oficiais sobre a implantação da CBS e o cronograma da reforma.
Sobre a RM07 Marketing Digital
A RM07 é uma agência de marketing digital com atuação em estratégia, tráfego pago, conteúdo, desenvolvimento de sites, SEO e conversão. Nosso trabalho conecta conhecimento técnico e visão comercial para ajudar empresas a estruturar sua presença digital e desenvolver oportunidades de negócio.
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